Natureza Físico-Química dos Fertilizantes |
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A legislação brasileira estabelece critérios para a determinação da solubilidade dos diferentes fertilizantes comercializados no País. Para os fertilizantes sólidos, a solubilidade é, basicamente, medida em relação a água não obstante existir outras formas para sua determinação principalmente no caso de fertilizantes fosfatados. VIEIRA, R.F e RAMOS, M.M (1999) - Recomendações para o uso de corretivos e fertilizantes em Minas Gerais - 5ª Aproximação- apresentam a solubilidade em água, determinada em laboratório, de alguns produtos puros. Nos fosfatos acidulados e nas misturas que os contenham, o teor de fósforo solúvel é determinado em Citrato Neutro de Amônio (CNA) mais Água. Quando comercializados isoladamente, além da solubilidade em CNA + H2O, os fosfatos acidulados devem vir acompanhados de sua solubilidade em Água. No entanto é comum o emprego, na agricultura, de fertilizantes fosfatados insolúveis em água como termofosfatos, fosfatos naturais e fosfatos naturais reativos. Nestes casos a solubilidade é determinada em ácido cítrico a 2% (g/L), relação 1:100. Especificamente no caso dos fosfatos naturais reativos a atual legislação permite que seja declarado o teor de P2O5 solúvel em ácido fórmico a 2% (g/L), relação 1:100, quando este for, no mínimo, 55% (g/L) do P2O5 total. |
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Quadro 1
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É fundamental que, durante o armazenamento de um fertilizante sólido o mesmo permaneça solto ou que o empedramento seja o menor possível, de modo que a sua fluidez seja rapidamente restabelecida ao menor esforço. |
O empedramento, na maioria dos casos, é causado pelo crescimento de pontes cristalinas entre as partículas dos produtos formando uma massa de dimensões muito maiores que a das partículas originais. |
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É o aumento da pressão osmótica da solução do solo provocada pela salinidade do produto, se a pressão osmótica (concentração salina) da solução do solo tornar-se superior à da solução celular das raízes da planta tem-se o caminhamento da água da célula para o solo, com o conseqüente murchamento e até mesmo morte da planta. (Quadro 2)
Indica a quantidade de carbonato de cálcio necessária para neutralizar os ácidos formados pela aplicação de um fertilizante ao solo. Os fertilizantes, no solo, podem apresentar reação ácida, básica ou neutra. (Quadro 2) |
Quadro 2
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É a tendência que os materiais apresentam de absorver umidade do ar atmosférico. Cada fertilizante simples, ou mistura, possui um valor máximo de umidade relativa do ar a que pode ser exposto acima da qual absorverá, espontaneamente, umidade. A umidade relativa crítica de vários fertilizantes simples e suas misturas são apresentadas na Figura 1. Importante observar que o produto resultante da mistura de dois fertilizantes simples apresenta menor valor de umidade relativa crítica, ou seja, é mais higroscópico. Um fertilizante úmido apresenta vários inconvenientes como queda no teor de nutrientes, menor resistência das partículas (dureza) além de dificultar o seu manuseio e distribuição. O conhecimento da umidade relativa crítica de um fertilizante além de ser um indicador dos cuidados a serem tomados para o seu manuseio e armazenagem, |
determinará o tipo de sacaria necessária para o seu acondicionamento e a compatibilidade de determinada mistura. Alguns fertilizantes, quando misturados, apresentam incompatibilidade química. Neste sentido, cuidados devem ser tomados no sentido de evitá-las sob o risco de problemas. Esta incompatibilidade pode se manifestar de diversas maneiras: desprendimento de calor, de gases, aparecimento de umidade e empedramento. (Figura 2). A mistura de Uréia com Nitrato de Amônio, por exemplo, é totalmente incompatível, pois esta combinação possui uma Umidade Relativa Crítica de apenas 18%. Existem outras combinações, como a mistura de Uréia com Superfosfatos e DAP com Superfosfatos que são descritas na literatura como de compatibilidade limitada. Ou seja, ao se realizar estas misturas corre-se o risco de se tornarem incompatíveis dependendo das características das matérias primas envolvidas e do tempo de estocagem |
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Figura 1
Figura 2 |
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Área de Negócios
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